terça-feira, 22 de março de 2011

192ª Conversa - Quando se vai além do cansaço...

É muito comum dizer que se está cansado, quando se tem um dia complicado ou uma fase de mais trabalho. Mas eu ultrapassei já aquela fronteira ténue do cansaço e fui para lá... Passei para lá do cansaço. Muitas noites (semanas? meses?) mal dormidas, correria do principio ao fim do dia e para além deste. A comida que começa a ser menos... E um pensamento que se arrasta e não responde a estímulos. O corpo, esse... vai respondendo da melhor forma que consegue.

Estive com a Rute na sexta-feira e ela ficou bastante preocupada comigo. Não posso dar tantos passos atrás, não posso deixar que algo me prejudique tanto assim. Reflexos de um passado colocados num presente estúpido.

Recebo agora ajuda para dormir e ajuda para colocar o cerebro a funcionar de manhã. Sinto-me melhor, pelo menos, sinto que consigo pensar mais do que 2 segundos seguidos. Olaré!

7 comentários:

Maria Clarinda disse...

Minha querida...gostava de te dizer tanta coisa, mas sei que tu sabes tudo o que te quero dizer...
Fica a Mão na Mão, fica o caminhar ao lado , fica a minha Força para ti. Olaré...e, já, já tudo superaste com aquela Força inata em ti!!!!!E de que tanto me orgulho!
Beijos de ternura e carinho

Patrícia disse...

Espero que estejas bem.

Beijinhos

Pinus disse...

Força, muita força!

Beijos de carinho...

Sara S. disse...

O descanso é essencial ao corpo, para restaurar energias e forças. Espero que com algum tempo propicio a isso e com recurso a outros meios isso se consiga.
Beijinhos

Ulisses Borges disse...

E vendo a ti, vi-me.

Anónimo disse...

Olho fixamente para uma foto minha que uma amiga colocou no facebook. Reparo no meu olhar parado e cabisbaixo com um leve e amarelo sorriso, apesar de todos ao meu lado se estarem a divertir e a fazerem palhaçadas para a foto.

Na minha cabeça recordo os tempos conturbados que me levaram até ali. O volume de trabalho exagerado, as responsabilidades, o ritmo de vida acelerado e o aparente desmoronamento de tudo o que construi, e o que ainda estava a construir. Recordo o formigueiro no braço que me começou a aparecer quando me enervava, a necessidade constante de isolamento.

Recordo o dia em que disse que bastava. Em que fiz o telefonema que iria mudar o rumo da minha vida pessoal e profissional e com isso acabar com longos meses de correria e desgaste emocional. Nunca mais senti o formigueiro no braço esquerdo, estou mais calmo, faço uma alimentação melhor.

Passei a ter mais tempo para os meus amigos e para a minha família, o telefone já toca mais vezes para saídas e jantares e quando me sento aos domingos de manhã para o café matinal já ninguém comenta nada sobre as minhas olheiras de cansaço.

Às vezes vale a pena dar um passo atrás, repensar tudo. Foi o que fiz nessa altura. Olho novamente para a foto e tenho pena da pessoa que está ali. Da forma como chegou ali estoirado numa vida que achava que era correcta, mas que afinal veio amargamente a descobrir que lhe fez muito mal, não só a si mas também às pessoas que o rodeavam.

Às pessoas que gostavam dessa pessoa, que lhe queriam bem e que muitas vezes magoou com a sua teimosia e mau feito.
Gostava de voltar atrás. De meter algum juízo na cabeça daquela pessoa. Faze-lo abrandar e pensar nas pessoas que estavam ao meu lado e sobretudo evitar que tivesse magoado irremediavelmente a única pessoa que realmente amou na vida.

Anónimo disse...

Olaré! A palavra mais cheia de positivismo, Amiga!
Um abraço
S.T