quarta-feira, 18 de março de 2009
53ª Conversa
Cada vez mais sinto que as minhas idas à Rita são os únicos momentos em que posso parar para pensar... Pensar em mim, pensar na vida, no que quero e no que não quero. A vida tem sido uma correria e não dá tempo para nada. Esta semana não estive com ela, mas faz-me falta. Faz-me falta pensar, descansar do mundo e ser apenas eu... Eu e ela numa sala fechada, onde o mundo está congelado. A única coisa que me faz lembrar do tempo é o pequeno relógio que corre das 19h às 20h. Por agora apenas corro e espero até à proxima vez...
sexta-feira, 13 de março de 2009
52ª Conversa
Ando cansada, de rastos, sem tempo para nada, para ninguem, principalmente, nem para mim. Desmarquei saidas, desmarquei fins-de-semana, desmarquei o encontro com a Rita na proxima segunda feira... Há trabalho a fazer e eu... cá estou! Se alguém me agradece? Não, eu sei que não... Mas tem que ser, não é? O dever chama e no final tem que estar tudo pronto na data prevista. Quantas horas é suposto trabalharmos por dia? Pois... é isso... a esta hora ainda cá estou, e... amanha é outro dia...
quarta-feira, 11 de março de 2009
51ª Conversa
Ainda sinto o sabor das lágrimas que me cairam... Cairam por um motivo que não existe, por um espaço que não tenho, por uma luta que não travo. Sinto ainda a sensação de as ver saltar e das palavras a ficarem presas na garganta. Olho o espaço vazio e vejo-me lá atrás, em dias que passaram, em viagens que fiz, em idas e vindas por essa distância que me separa do presente. Olho o espaço enquanto o olhar fica turvo... Apago a luz, fecho os olhos e adormeço.
quarta-feira, 4 de março de 2009
50ª Conversa
Como disse a Rita, era preciso o lado formal falar... E foi assim, o meu lado formal falou... E hoje fechei-te a porta...
49ª Conversa
Quem és tu para pensares que tens direito ao que quer que seja? Porque te atribuis um valor que não te dou? Porque pensas que podes mandar e desmandar no que é meu ou no que me diz respeito? É isto, e por isto que nunca te conto de mim, da minha vida... Porque tenho que me arrepender sempre que abro a porta?
Grrr... Raiva, furia é o que despertaste em mim, parabéns!
Adenda: redimiste-te... era o minimo...
Grrr... Raiva, furia é o que despertaste em mim, parabéns!
Adenda: redimiste-te... era o minimo...
terça-feira, 3 de março de 2009
48ª Conversa - Hoje é o dia...
Hoje é o dia de voltar lá, aquela casa que é minha, aquela onde cresci, onde aprendi, onde me tornei mulher. Aquela casa trago-a no peito, lá aprendi que existe um mundo novo lá fora e que a vida é para ser vivida. Lá conheci gente tão diferente que pensava inatingivel. Lá tornei-me quem sou.
Mas num sopro rasgado no peito digo baixinho que hoje não me apetece ir lá, nem ver aqueles que foram colegas de caminhada, aqueles que cresceram comigo ou que me fizeram crescer... alguns à força. Não me apetecia encontrar aqueles que me vão perguntar pelos sucessos que não tenho (ou talvez tenha) ou pelo futuro que será diferente do que todos esperam. Estarei eu a fugir novamente? Estou eu a desistir? Estou eu a deixar de lutar? Ou estarei eu apenas a ir por outro caminho apenas porque quero e assim escolhi? Que não me perguntem hoje pelo exame que não vou fazer... Hoje voltarei lá, sem palavras para contar...
segunda-feira, 2 de março de 2009
47ª Conversa
Existem pessoas que não quero na minha vida. Não quero no presente, porque o passado foi longo e doloroso... Quantos anos? Conto quase 8 longos anos... Porque é que o telefone ainda toca com o teu nome? Fazes-me mal, faz-me mal ver o teu nome, fazes-me mal... Porque toca ainda o telefone com o teu nome? Fazes-me mal... Já to disse? Acho que não... Mas desta vez não terás resposta, não saberás de mim... Sabes uma coisa? Já não estou aqui... Segui caminho. Tu? Tu ficaste lá atrás.
domingo, 1 de março de 2009
46ª Conversa
Quando estive com a Rita, na passada semana, entrei e saí de lá de peito aberto, cheia de força, de coragem para mover montanhas. Hoje já não estou assim mas estou bem... Sei qual é o meu caminho, sigo-o passo após passo. No final ficará a vitória, não aquela para ser aplaudida de pé, mas aquela mais importante em que saio confiante com passo forte mas sereno ao mesmo tempo. Sigo para lá...
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009
45ª Conversa
Nem sempre a forma como nos vemos é a forma que os outros me veem, e comigo isso acontece frequentemente e em muitos pontos. A forma que eu me vejo, perante certos aspectos, é muitas vezes retorcida por marcas do passado. As outras pessoas, por sermos todos diferentes e por não terem passado pelas mesmas situações que eu, não têm a mesma envolvência e por isso não terão a mesma interpretarão os mesmos assuntos que eu.
Agora como é que vou conseguir sair eu do nevoeiro e ver com a clareza dos outros? Preciso de trabalhar para afastar as nuvens, e talvez passe, numa primeira fase em acreditar naquilo que dizem de mim. Porque não? Se os amigos (que sei que o são) acham isto ou aquilo a meu favor, porque estariam eles a inventar? Acho que tenho amigos sinceros ao ponto de me dizerem o bom e o mau e que não querem nem precisam de me engraxar... Claro que não poderei acreditar apenas porque me dizem, mas poderá ser um ponto de partida, mas terá sempre que passará por uma reflexão interna seguida de uma aceitação.
Sou assim? Pois sou! É bom? Óptimo! É mau? Talvez possa fazer algo para melhorar, não deixando de ser quem sou...
44ª Conversa
Nem sempre é facil falar, nem sempre é facil verbalizar determinados assuntos, dores, fantasmas... Custa? Sim, custa dizer, custa aceitar, custa ouvir-nos dizer determinadas coisas... assumir! Naquele momento, mais do que assumir perante os outros, existe um assumir perante nós. E quando o fazemos, algo mexe cá dentro... Algo dito em voz alta é algo que estamos a "formalizar" e a partir desse dia aquela é a realidade... Uma realidade que tentaremos aceitar e inclui-la nos nossos moldes já pré-formatados.
Sei que tenho muita dificuldade em falar de mim, das minhas coisas, dos meus sentimentos. Sei que eu própria crio barreiras invisiveis que impedem chegar até mim, barreiras que estou, neste momentos, a querer eu própria ultrapassar.
Quando o faço preciso sentir que me ouvem, que sentem, que dão importância ao que estou a dizer... Preciso ter tempo e espaço para expor tudo o que tenho a dizer, preciso que não fiquem palavras para depois... Quando o faço preciso de estar certa que vou ter ganhos e não apenas perdas... ganhos por uma dor partilhada ser uma dor dividida por duas pessoas... Preciso muito de saber que não vai haver um julgamento, porque o maior é e será feito por mim, comigo. Mas existem momentos e conversas que, quando existem em partiha, com disponibilidade, podem ser de uma suavidade extrema que nos tornam mais leves e nos dão força continuar a limpar o armário...
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